Redes da Deep Web: #14 – Freifunk

Introdução

Fala galera!

Mais um capítulo da série Redes da Deep Web no ar :D! Dessa vez, viemos trazer uma rede um tanto quanto diferente das outras, um tanto quanto mais privada e mais pessoal, podendo até, seguindo lógica, e não conceito, ser classificada como f2f.

Essa rede é a Freifunk. Mas o que seria a Freifunk? Essencialmente e como dito pelos próprios desenvolvedores: É uma iniciativa não comercial para redes wi-fi livres.

Captura de tela de 2016-09-02 04-00-19

Caracterização da rede

Continua confuso, não? Bem, em resumo, a ideia desse projeto é criar subredes, ou redes, de tão grandes que podem ficar ou por estarem isoladas da internet, de compartilhamento de arquivos de forma livre. A ideia é simples: Pessoas deixam seus roteadores ligados com um firmware Linux específico desta rede, que cria uma rede wireless de grande alcance, conectando-se (chegando até) a área de cobertura de outros roteadores, criando assim uma grande rede de malha wi-fi. Muitas dessas pessoas compartilham ainda sua conexão com a internet nesses roteadores, desta forma, todos os quais estiverem conectados na mesma, terão ainda acesso à World Wide Web, propriamente dita.

Os pontos podem colocar seus computadores na rede, podendo assim hospedar sites ou coisas do gênero, que poderão ser acessadas apenas por quem estiver na rede, de forma ‘offline’, ficando assim impossível de ser censurado, ou ainda de ser rastreado o que se passa, por alguma autoridade que queira implementar a censura por qualquer motivo.

Esse método de rede permite ainda a criação de pequenos grupos, pequenas resistências que podem comunicar-se livremente, estando assim livres para compartilhar qualquer ideia ou forma de pensamento com qualquer que seja o usuário dessa rede, sem interferência externa.

Uma pequena tristeza para nós brasileiros, é que essa rede, por ser física, tem suas limitações consolidadas por localidade, ou seja, é preciso estar fisicamente próximo à outro ponto para conseguir conectar-se assim à essa rede. Porém, nada impede que um grupo de pessoas passe a implementar esse tipo de rede por aqui, bastando apenas entrar em contato com os organizadores em seu site, visto que o cliente/firmware não fica disponível à todo aquele que queira, sendo obtido mediante pedido à alguém que já faça parte da rede.

Os pontos existentes atualmente dessa rede, localizam-se à Leste na Europa, na região da Alemanha e seus vizinhos, à esquerda da Rússia, mas nada impede que esse conceito se alastre pelo globo.

Captura de tela de 2016-09-02 04-26-36

Distribuição física dos pontos existentes no globo*

Os roteadores compatíveis com o firmware da rede são:

• Linksys WRT54G-v1.x, v2.0, v2.2, v3.0, v3.1, v4.0;
• Linksys WRT54GS-v1.0, WRT54GS-v1.1;
• Linksys WRT54GL;
• Linksys WRT54GS-v4.0;
• Linksys WRT54G3G (A WRT54G com UMTS card);
• Allnet ALL0277;
• Motorola WR850G Siemens SE505 (v1.0, v2.0);
• Linksys WAP54G-v1.1, v2.0; Asus WFisicamente alocada, o que implica que não é acessível de qualquer lugar;
• Buffalo WHR-G54S.

Vantagens e Desvantagens

Vantagens

  • Grande confiabilidade, por ser mais privada, restringida à usuários fisicamente alocados na rede;
  • Inviabilidade de censura, por ser mais privada que o comum e ninguém saber o que se passa dentro dela sem permissão;
  • Descentralizada, pois há redes diferentes que podem e hospedam conteúdos semelhantes e serviços semelhantes;
  • Fisicamente alocada, o que disponibiliza uma rede local de proporções estonteantes criando diversas possibilidades;
  • Velocidade de transmissão restrita à velocidade do roteador, já não mais a velocidade da conexão com a internet.

Desvantagens

  • Fisicamente alocada, o que implica que não é acessível de qualquer lugar;
  • Aquisição de novos usuários complicada, devido à necessidade de solicitar o acesso à algum membro;
  • Complexidade pra instalação do firmware;
  • Necessidade de um roteador compatível, que são poucos;
  • Baixíssima quantidade de usuários, pobremente distribuídos pelo globo.

 

2 comentários em “Redes da Deep Web: #14 – Freifunk

  • 7 de setembro de 2016 em 17:28
    Permalink

    Corrigir pelo amor de D-us! É “vimos” e não “viemos”.

    • 10 de setembro de 2016 em 20:25
      Permalink

      Acabei de olhar aqui, ao que tudo indica eu não fiz errado, e sim o Sr. Olhei nesse site, caso queira ver por si mesmo: http://www.conjuga-me.net/verbo-vir

      #Jesus 🙂

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