Formas utilizadas pelas autoridades policiais para prender usuários na Deep Web

Os usuários da Deep Web são protegidos por um véu de anonimato tecnológico. Isso deu à maioria dos usuários uma sensação de segurança e crença de que eles estão fora do alcance das autoridades. Mas o contrário foi provado com uma grande quantidade de casos em que usuários foram presos por essas autoridades.

Estas são maneiras, entre outras, que foram usadas para prender a maioria dos usuários.

 

O Sistema Postal (Correios)

Mesmo após a tecnologia sofisticada para garantir o anonimato dos usuários, os vendedores dos mercados negros na Deep Web dependem do sistema postal ou dos correios comuns para entregar seus produtos, como drogas.

Mesmo depois de tomar muito cuidado para garantir que os produtos não sejam apreendidos pelas autoridades, os policiais podem investigar onde o pacote está sendo enviado ou de onde ele está sendo enviado.

Em outros casos, as agências de correios oferecem uma boa oportunidade de vigilância para os agentes federais.

Um exemplo perfeito é de Chukwuemeka Okparaeke, que era um negociante de Fentanyl no mercado negro Alphabay. De acordo com uma declaração do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), Okparaeke foi visto em várias agências de correios em Midtown New York. Ele também gostava de comprar selos de entrega prioritários à granel e além de tudo isso, a equipe postal havia visto sua carta de condução. No entanto, seu maior erro foi depositar um grande número de pacotes nos escritórios de correios dos EUA enquanto usava luvas de látex. Isso chamou a atenção da equipe postal.

As autoridades já estavam interessada nessa área como fonte de análises de fentanil e, como tal, uma abordagem por um inspetor postal foi seriamente feita. Os oficiais fizeram um pedido com o fentmaster na Alphabay e conseguiram prender Okparaeke depois de ter impedido o envio de fentanil que ele faria.

Na sua prisão, seu telefone foi encontrado com o aplicativo de acesso à Internet privado VPN, o aplicativo de proxy Orbot TOR e um aplicativo de bitcoin. Ele também não limpou seu histórico de navegação e, portanto, foi facilmente vinculado às atividades de trafico de drogas.

A entrega de produtos através de agencia de correios continua a representar um grande desafio para a maioria dos vendedores nos mercados da Deep Web.

 

Cavando através dos dados apreendidos

A prisão de um vendedor ou a apreensão de um mercado negro pode fornecer uma grande quantidade de dados nos quais os pesquisadores encontram pistas que podem usar para prender outros usuários na Deep Web.

Através da Operação onymous, uma operação internacional visando mercados da Deep Web e outros serviços que operavam na rede TOR, mercados como Silk Road 2.0, Hydra e Cloud 9 foram apreendidos e encerrados.

A operação forneceu informações que levaram até 17 prisões em diferentes países. Uma das prisões feitas durante a operação foi de um casal de Durham que estava sob comando de uma loja de cannabis na Silk Road 2.0.

Informações Open Source

Os usuários dos mercados na Deep Web podem deixar as pegadas digitais (digital footprints) em fóruns abertos ou documentos públicos que eventualmente revelam sua identidade para os investigadores.

Ross Ulbricht, o criador do mercado negro Silk Road, teve sua identidade revelada por um agente especial da Unidade de investigação criminal do Internal Revenue Service (IRS), Gary Alford, que depois de pesquisar o endereço Onion da Silk Road na internet normal, encontrou um anúncio feito por Ulbricht em um famoso fórum de bitcoin (bitcoin.org) sob o nome de usuário altoid em uma tentativa de atrair mais clientes para a Silk Road. Um post de vários meses depois no mesmo fórum mostrou o email pessoal de Ulbricht, [email protected] no texto da publicação, uma busca posterior em seu e-mail confirmou que ele havia criado uma conta no bitcoin.org sob seu endereço de e-mail pessoal.

A disponibilidade das suas informação pessoais contribuíram bastante para sua prisão e condenação, resultando em prisão perpétua sem liberdade condicional.

Uma simples pesquisa no google derrubou Ross Ulbricht, que foi o principal pioneiro no desenvolvimento de todos os mercados negros da Deep Web.

 

Operações secretas

Devido à disponibilidade de ferramentas que fornecem anonimato aos usuários, é impossível saber realmente quem está no outro lado de uma conversa. As autoridades aproveitaram-se delas e se colocaram como vendedores, compradores ou mesmo administradores de mercados sem o conhecimento de outros usuários. Isso permitiu que eles derrubassem os mercados, além de prender os administradores, vendedores e compradores.

Autoridades holandesas assumiram o controle da Hansa no dia 20 de junho deste ano depois de ter prendido dois de seus administradores na Alemanha. Eles secretamente administraram o site enquanto monitoravam atividades dos usuários, conseguindo assim o endereço e identidade de vários deles.

A operação secreta levou à prisão de vários usuários da Hansa. Nos Países Baixos, as autoridades prenderam um homem de 28 anos por alegadamente vender cannabis tanto a nível nacional como internacional, através do site Hansa usando Quality weeds como seu nome de vendedor.

Outras detenções atribuídas à operação secreta pelas autoridades neerlandesas da Hansa foram feitas em outros países, como a Austrália pela Polícia Federal Australiana (AFP).

 

Hacking

As autoridades tentaram contornar o TOR atacando o ponto final (outproxy), que normalmente é usado pelos usuários que visitam os sites da Deep Web. O hacking pode ser a maneira mais eficaz de identificar os usuários, uma vez que ele é bem sucedido, uma grande quantidade de computadores pode ser desmascarada e os endereços IP dos usuários podem ser divulgados.

Voltando em fevereiro de 2015, o FBI fechou um site de pornografia infantil na Deep Web em uma operação chamada Operação pacifier e administrou o site a partir de uma instalação governamental na Virgínia por duas semanas. Durante este período, a agência implantou uma ferramenta de hacking que eles chamaram de Network Investigative Technique (NIT). A ferramenta foi utilizada para expor os endereços IP daqueles que acessaram o site, partindo do pressuposto de que estavam tentando distribuir ou acessar pornografia infantil.

Usando o NIT, o FBI conseguiu obter mais de mil usuários da playpen com estadia nos EUA.

A operação resultou em mais de 135 prisões em 18 estados nos EUA em casos de pornografia infantil.

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